Há histórias que começam sem título. Esta era uma delas. Pousou no papel com a fluidez de movimento com que as folhas esvoaçam e caem no chão, no Outono. O título seguiu-se-lhe, surgindo com a mesma naturalidade, na forma de pedra-chave de uma abóbada.
Hoje, desaparecido o caderno de notas, sobram apenas as últimas palavras, afinal o início de qualquer texto: o título!
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